segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Nudismo em Tambaba - Conde, PB

Tem algumas situações que eu "jurava de pé junto" que nunca, mas nunca iria fazer na vida. Até passar dos 35, quando algumas bobagens, alguns medos e inseguranças viraram apenas coisas de uma cabecinha tola. Falo isso porque no Carnaval desse ano vivi uma situação que para mim sempre fez parte dos juramentos do "nunca vou" e se tornou "já fui". E fui, eu e minha coragem visitar a praia de Tambaba, que fica em Conde, litoral sul da Paraíba. Segundo informações do Wikipédia, Tambaba é conhecida como a primeira praia do Brasil a permitir o naturismo por lei municipal.
O acesso até lá foi por uma rodovia asfaltada partindo de João Pessoa, a capital da Paraíba, onde eu estava hospedada. Foram uns 30 km com algumas paradas em outras praias do caminho até chegar a este pedacinho de paraíso. E que paraíso! A praia é dividida em duas partes. A primeira tem uma extensão pequena de mar, e é onde ficam os que não tiram a roupa. Ao atravessar este trecho, chega-se a "divisa" com o lado naturista. Um paredão de falésia e uma ponte de acesso separam as duas partes e impedem qualquer acesso ou visão do outro lado. Ao decidir atravessar a ponte, o banhista tem que se apresentar em uma "portaria" onde o fiscal passa orientações e controla tudo. E fui, atravessei a ponte e gelei. Hora de tirar a roupa e sair andando pelas areias como se nada estivesse acontecendo. Confesso que tentei desistir, mas não havia mais escolha. Timidamente fui no cantinho do "vestiário", tirei o que tinha que tirar, respirei fundo e encarei a realidade exatamente como vim ao mundo. Este lado bem mais extenso que o outro, é frequentado por famílias, grupos de amigos e casais. Lá é proibido fotografar e filmar sem autorização e a nudez é obrigatória. Depois de um tempinho curtindo a vida naturista, retornei ao outro lado com a certeza de que me livrei da vergonha de vez!








                                   

domingo, 11 de setembro de 2016

Rio São Francisco - Piranhas, AL

Piranhas é daquelas cidadezinhas que parecem cenário de novela. Casinhas coloridas, sem grades, ruas estreitas, igrejinhas e toda banhada pelo Rio São Francisco. Seu projeto arquitetônico é um dos mais conservados do Brasil e recebeu o título de Patrimônio Histórico Nacional em 2003. Situada no interior de Alagoas, fica bem próxima da divisa com Sergipe no município de Canindé. Estive lá em 2009, quando morava em Aracajú e aproveitei para conhecer esta cidade que ficou famosa por ter sido Rota do Cangaço e terra de Lampião e claro que me encantou. Pra variar foi mais uma daquelas viagens rápidas, feitas no impulso, sem reservas e muitas programações. De Aracajú até Piranhas foram 240 km e cheguei na cidade num sábado a tardinha. Para minha sorte houve desistência em uma reserva e consegui um quarto na Pousada Lírio do Vale. A dona, uma senhora muito querida, transformou os quartos em hospedagem e nos recebe num ambiente simples, acolhedor e cheio de histórias para contar. A noite em Piranhas é um charme e o clima do sertão convida para um petisco e algumas cervejas bem geladas.
Dia seguinte, um domingo inteiro para aproveitar. Depois de um super café da manhã servido na sacadinha da pousada, com vista para o rio, fui dar um passeio pelas ruas lindinhas de Piranhas. Visitei o Museu do Sertão, subi até a igrejinha que fica em um dos mirantes da cidade, em meio a cactos e um sol escaldante.
Na sequência, o mais recomendado foi fazer o passeio de catamarã nos cânions do Xingó, nas águas do Rio São Francisco. Os catamarãs partem da cidade de Canindé, distante apenas 6 km de Piranhas. Embarquei no catamarã e lá fui eu para mais uma aventura. Depois de uma hora pelas águas lindas do São Chico, apaixonada pelos paredões dos cânyons, o catamarã chega a Gruta do Talhado, onde nos permite mergulhar e contemplar mais de perto toda aquela beleza. Até o retorno foram em média três horas de passeio e muitas fotos.
Dica: Na ida ou na volta, há a opção de almoço em Canindé, no Porto Karrancas, de onde partem os catamarãs ou então nos hotéis da região.









Voo de Asa Delta - Rio de Janeiro, RJ

Respira fundo! Não pensa muito e..."se joga"! Sim, voar não é para qualquer um, requer pelo menos um pouco de coragem mas, qualquer um deveria experimentar essa sensação. Tenho certeza que a vontade de "se jogar" de novo vai te perseguir para sempre. Meu primeiro voo foi em 2011 durante uma viagem para o Rio de Janeiro. Estava de guia turística com minha querida amiga Susanne, que veio da Alemanha visitar o Brasil e o voo de asa delta foi um presente dela para mim.
Como a viagem era em janeiro, alta temporada, a Susanne já havia comprado o voo e agendado. A equipe nos buscou no hotel em Copacabana e fomos de jeep até São Conrado, onde encontramos o Konrad que iria nos acompanhar no voo. Subimos o Parque Nacional da Tijuca e lá do alto da Pedra Bonita recebemos um treinamento. Depois de algumas horas de espera na fila (havia muitos instrutores e muito turista) e de espera do vento a favor chegou a minha vez e "me joguei".
Os primeiros segundos são arrepiantes e o frio na barriga sobe pra alma. Mas o instrutor te acalma, e com as câmeras instaladas no equipamento, não tem como não sorrir e começar a sentir o prazer de estar nas alturas, sentir a liberdade de um pássaro. Sem falar do visual, esse não precisa comentários né.
O voo durou em média 7 minutos sobre as montanhas e o oceano e a chegada foi um rasante nas areias da Praia do Pepino. Incrível, emociante, inesquecível. O melhor presente que eu poderia ganhar!!! Valeu cada segundo.
Dica: Se você resolver experimentar um voo no Rio de Janeiro, procure os instrutores certificados, verifique a previsão do tempo e vá de tênis. Eu fui de chinelo e quase perdi o meu nas alturas...





sábado, 10 de setembro de 2016

Carnaval - Buenos Aires, Argentina

O Feriado de Carnaval de 2013 estava chegando e eu não havia programado nada. Mesmo com pouca grana, decidi refazer uma viagem que marcou minha história: ir a Buenos Aires de busão! Peguei o ônibus da Pluma em Içara, SC na sexta-feira com cinco horas de atraso. Pra variar, a BR 101 estava engarrafada, mas mantive o bom humor e partiu! A viagem é um pouco cansativa mas, com a ajudinha de um Dramin consigo dormir a madruga toda. O ônibus chegou em Buenos Aires por volta das duas hrs da tarde e da rodoviária fui de taxi pro Hotel Alma Del Plata, no bairro Montserrat.
A primeira noite de Carnaval foi no charmoso bairro de Palermo, com as calçadas lotadas de gente e de mesas dos barzinhos. Música, comidinhas, artesanato! Tudo top!!!
No dia seguinte logo cedo fui realizar um desejo: fazer um tour de bicicleta por Buenos Aires. Lá existem lojas de aluguel de bicicletas específicas para turistas. As bicicletas laranjas são respeitadas por onde passam então vale a pena optar por este meio para deslumbrar as belezas da capital portenha. Comecei a pedalada pelo Porto Madero indo em direção ao centro da cidade. Depois de uma hora de pedalada e devolver a bike, fui as compras nas Galerias Pacífico, a mais requintada. Lojas de grifes e restaurantes descolados e claro, brasileiro gastando. A noite, o lugar escolhido foi a Recoleta, tradicional bairro que guarda grande parte da história da cidade. Diante de tantas opções, fui num local mais descontraído tomar cerveja artesanal da Cervejaria Buller. Além do chopp ser delicioso, eles servem uma pizza maravilhosa e com um preço bem convidativo. Vale a pena!!!
Domingo de sol, não resisti e fui novamente dar um rolê de bicicleta laranja. Pensando em ir ao Caminito fui alertada que a região é perigosa e não seria indicado pelo guia. Então rumo novamente ao Porto Madero. A tarde foi hora de visitar a loja Sabater, uma butique de sabonetes artesanais muito charmosinha que eu já havia lido sobre e tinha que visitar. Fica em Palermo, num ponto discreto mas com muitos sabonetes interessantes. Depois de algumas comprinhas, fui novamente ao Porto Madero mas agora para se deliciar nos restaurantes. Hum...bife de chorizo delicioso com vista para o Rio de la Plata e ponte de La Mujer, só lá mesmo.
Segunda, mais um dia lindo. Fui visitar alguns pontos turísticos e na Recoleta conheci o Buenos Aires Design, o shopping de móveis e decoração. Tudo muito lindo, mas os preços salgados.
Bom... segui o passeio para o Shopping Abasto. Muitas lojas legais e uma praça de alimentação enorme.
Terça, dia de pegar o ônibus novamente e voltar para casa dopada por um belo Dramin. Mesmo sendo um longo trecho, a viagem é recompensada pelos sabores e pelo astral que a Argentina sabe muito bem como nos proporcionar.
Dicas: Se você tiver planejado sua viagem com antecedência, opte pela viagem de avião!!!! Em terras argentinas, vá a algum bom show de tango e invista em um restaurante para degustar a deliciosa carne argentina regada a um bom vinho Malbec. Abuse do alfajor e do sorvete de doce de leite do Fredo, sabores inigualáveis. Para quem gosta de pedalar, não deixe de alugar as bicicletas laranjas, lá os motoristas respeitam os ciclistas e há ciclovias em toda a cidade. Os táxis são abundantes, mas sempre negocie o valor da corrida.





Serra gaúcha - Nova Petrópolis, RS

Acordei num sábado naqueles dias de fúria onde a TPM me deixava tão irritada que nem eu estava me suportando. Então tive uma idéia.. Dar uma fugidinha para a serra gaúcha e conhecer Nova Petrópolis, Assim venceria mais esta TPM danada! Que tal? Em alguns minutos a mochila estava pronta e partiu. De Criciúma até Nova Petrópolis foram 321 km e dois pedágios. Antes de chegar lá, uma parada obrigatória em Gramado, onde por sorte estava acontecendo mais uma edição do Festival de Cinema. Cheguei a tardinha em Nova Petrópolis e o hotel escolhido foi o novíssimo Rotenburg Hotel. Preço bom, local agradável e bem localizado: exatamente em frente a também novíssima Cervejaria Edelbrau.
Impossível não escapar da dieta da nutri e provar um chopp direto da fonte. Ah... super recomendo. Além de poder conhecer a fábrica, há um pub e restaurante anexo, com choppinho gelado e várias comidinhas bacanas. Fim de tarde perfeito!
Por ser um destino mais familiar, a cidade dorme cedo e uma das opções é comer uma pizza na Forneria da Mata. O ambiente bacana, com massas artesanais e recheios diferentes. Top deve ser a pizza de chocolate com bolas de sorvete de creme que vi passando para a mesa vizinha e babei...
No dia seguinte, pela manhã, o bacana é dar uma caminhada na cidade. A pé ou com bike (há bikes disponíveis no hotel para uso dos hospedes). Nova Petrópolis é um charme de cidade, suas casas antigas preservam os detalhes da colonização, muito verde e jardins floridos me encantaram. Com um comércio riquíssimo, é a cidade da Dakota porém não curti muito a loja própria da marca. Preferi as confecções locais de tricot e malharias com preço bom e peças lindas. Outra loja que amei e virou meu sonho de consumo foi a Germania Móveis. Além dos estofados de fabricação própria a loja é recheada de objetos de decoração importados, descolados, diferente e encantadores. Não posso deixar de falar da da Kukos. Revenda dos relógios alemães cuco, a loja tem uma variedade imensa do produto além de objetos de decoração natalina e muitos outros importados. Um paraíso para os que curtem o mundo do design.
A tardinha pausa para um lanche e já era hora de pegar a estrada de volta para casa, até porque a idéia era apenas dar uma fugidinha da minha temível TPM.
Dicas: Como a procura é muito grande, vale a pena reservar um hotel ou pousada com antecedência para não correr o risco de ficar sem hospedagem. Há várias opções e preços. Nova Petrópolis é ideal para descansar, passear com crianças e escapar das badalações. Você pode aliar sua visita a Nova Petrópolis, como um tour por Gramado e Canela. As cidades ficam próximas e as estradas são muito bonitas. No verão, as hortênsias tomam conta da paisagem.






Templo Budista. Três Coroas, RS

Sabe quando você sente urgência em sair do lugar comum, mudar de ares e receber uma paz para acalmar, relaxar e recarregar as energiasCom essa necessidade que escolhi a serra gaúcha para uma fugidinha no final de semana de calor (em fevereiro 2015). 
Saindo dos roteiros tradicionais fui visitar a cidade de Três Coroas, situada próxima de Gramado e Canela. Partindo de Criciúma, você deve acessar a Rota do Sol no município de Terra de Areia, na BR-101. Na Rota do Sol siga em direção a Santo Antônio. A estrada é sinalizada e há trechos com pedágio. 
Você deve estar perguntando, mas porque Três Coroas? Por que lá está instalado o templo Khadro Ling, o primeiro templo budista tibetano tradicional na América Latina. Um lugar incrível, onde moram cerca de 50 voluntários praticantes do budismo. Um lugar para ir com calma, apreciar a arquitetura, as pinturas dos templos, ouvir o barulho dos sinos....
A história do templo iniciou há duas década quando Sua Eminência Chagdud Tulku Riponche, monge tibetano veio ao Brasil a procura de um local para expandir a cultura budista. 
Ao chegar na região da serra gaúcha, o monge ficou impressionado com a semelhança entre as terras daqui e as tibetanas, e também com o interesse das pessoas pelo budismo. 
S.Ema. Riponche então comprou terras e teve início a construção do templo. 
Tudo é original! As pinturas internas, riquíssimas em cores e imagens budistas foram feitas por um pintor especializado neste trabalho. Livros sagrados do budismo tibetano foram trazidos para cá, e acredita-se que isto torna o Brasil um país especialmente abençoado. 
O templo oferece ensinamentos e práticas de meditação. Para participar você deve fazer inscrição com antecedência conforme agenda de eventos que consta no site kl.chagdud.org. 
Se quiser apenas passar algumas horas por lá como eu fiz, basta verificar o horário de funcionamento, a entrada é gratuita. Além de conhecer as instalações e saber mais sobre o budismo, você pode aproveitar a lojinha para comprar souvenirs ou ainda fazer um pique-nique no campo. Porém leve alimentos, água e suco pois no local não há lanchonete e repelente sempre é bom. O templo está localizado num dos pontos mais altos da região e o visual é lindo. O ar é puro, o cheiro é natural das plantas e as formigas são preservadas. Incrível como em poucas horas de viagem podemos sair da rotina agitada e alcançar um plano de paz, de equilíbrio e pureza.  
E tem mais, se você quiser se hospedar na região há boas opções de pousadas. Eu optei por viajar um pouco mais e pernoitar em Caxias do Sul. 












Caminho dos Cânions. Aparados da Serra - Praia Grande, SC

Em um sábado frio de 2013 sem muitas expectativas, resolvi realizar um passeio que há muito tempo deveria ter feito. Moro muita próxima deste destino e por vários motivos, adiei... Mas lá fui eu num bate e volta! Destino "Caminho dos Cânions", em Praia Grande, SC. Parti de Criciúma pela BR 101 e o acesso em direção aos cânions foi em São João do Sul. A organização e capricho desta cidade já apontou para o que teria pela frente.... São João do Sul tem em torno de 7 mil habitantes, mas um comércio significativo e pontos turísticos interessantes. A cidade possui a única fonte hidrotermal salgada do país, que por suas propriedades terapêuticas são indicadas para o tratamento de diversos problemas de saúde. Como o tempo era curto preferi seguir viagem com direção a Praia Grande. O município fica nas baixadas dos cânions protegidos pelos parques nacionais Aparados da Serra e da Serra Geral. Para chegar ao topo deve-se seguir pela SC 450 e percorrer 8 km de asfalto e mais 14 km de estrada de pedras. Uma serrinha tranquilha, porém seu carro não pode ser muito baixo para não te deixar em apuros. Na época, o Gol 1.0 aguentou muito bem o tranco!
Já no topo da serra, está a entrada para o Parque Nacional dos Aparados da Serra e uma taxa de R$ 6,00 por pessoa foi cobrada. No parque há duas opções de trilhas. Optei pela trilha mais longa, que oferece uma vista de 70% dos cânions. Chamada de Mirante do Cotovelo, tem uma distância total de 6 km (ida e volta) e o acesso pode ser feito apenas até as 15 hrs então vale a pena chegar mais cedo. Cheguei lá pouco antes deste horário e tive que ser rápida no trajeto, para aproveitar a luz do sol e desfrutar de uma paisagem belíssima. A pé e com a mochila nas costas, segui a trilha mata a dentro por uns 40 minutos até avistar uma das belas paisagens naturais, o cânion do Itaimbezinho estava ali, imponente e misterioso. Paredões gigantes, cachoeiras, alguns urubus e gaviões voando. Uma sensação de liberdade, de poder respirar um ar realmente puro... Perfeito para tirar muitas fotos, meditar, relaxar e contemplar. Com o entardecer se aproximando, hora de pegar o caminho de volta. Praia Grande tem muitas opções bacanas e estilosas de hospedagens, mas como estava a apenas 120 km de casa resolvi voltar embora.
Dicas: Antes de ir, verifique as condições do tempo, pois caso esteja nublado não vale a pena o passeio.
Chegue cedo para aproveitar as duas trilhas e leve uma mochilinha com água, agasalho e algum lanche, pois no parque não haviam opções de alimentação. Vista roupas leves e opte por um tênis confortável pois terá um bom caminho a percorrer.E, leve dois jogos de baterias para sua máquina ou celular, para não correr o risco de perder belas imagens.